Vida Besta


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29/04/2005 19:18
*Tempo é borracha e a vida, escrita a lápis.” (Wagner Mangueira, Prata)

Estou meio desempolgada com o blog, por isso o sumiço. Pode ser fase, pode não ser...
Estou me sentindo como o tempo aqui em Sampa, nublada e sujeita a garoas. Talvez a falta de sol esteja sendo sentida, quem sabe a glândula pineal é a culpada? Não sei, mas parece que não tenho nada de interessante a dizer, vocês me perdoem.

Tenho alguns escritos guardados, mas leio e acho tudo uma grande porcaria. Está tudo meio com ranço, azedado. Estou muito chata mesmo.
Esta semana teve bastante trabalho também, tanto em casa quanto na agência, fiquei indo e voltando, esse negócio de estresse não está com nada.

Hoje recebi uma chamada urgente de trabalho, saí correndo, chegando lá era uma frase minúscula e eu fiquei com cara de “cuma?”. A produtora ficou com sorriso amarelo, mas eu não quis perder o humor e rodar a baiana e fiz o trabalho; depois fui passear no Itaim. Passeio de dona de casa é supermercado, que merda, fui no Extra! Lá fiquei vendo uma demonstradora usar um novo produto de limpeza que parece o máximo. Se desencardir o piso do meu box conto pra vocês.

A loja estava cheia de produtos para o dia das mães, um monte de gente comprando celular, pilhas e pilhas de jogos de panelas e aspiradores de pó. Já pensou ganhar um lindo aspirador de pó para o dia das mães, que delícia? É engraçado esse negócio de presente das mães, tem mulher que odeia ganhar “coisas para a casa” e outras que gostam pra valer, vai entender. Eu comprei duas faquinhas de presente para mim, já posso até cortar os pulsos, são bem afiadinhas. Tenebrosa.

Na volta peguei o maior trânsito na garoa, sempre que resolvo trocar de caminho acabo me ferrando, fiquei cansada do mesmo caminho pela marginal e vim pela Faria Lima, resultado – cabecinha funcionando. Pensei, que engraçado, prédios inteiros com placa de venda ou aluguel, novinhos. Significa que empreendedores constróem um edifício sem objetivo de usá-lo, somente com idéia de investimento. Pegar um espaço, ocupar com cimento e aço, e depois ficar vazio esperando alguém pagar. É uma puta inversão de funções, pensei que na origem do ser humano a gente escolhia um cantinho pra viver, depois construía ali uma casinha e tal. Agora alguém constrói e não ocupa. Ficam esses monstros vazios e quem precisa morar fica embaixo da ponte.

Não é crítica social, não me entendam mal, acho interessante de se pensar como as coisas se transformam. De repente as pessoas vão construir escolas e hospitais prontos e aparelhados e esperar algum investidor vir alugar... na hora que isso der dinheiro pra valer.

Bom, hoje é sexta e está friozinho, não estou com a menor vontade de arrumar programa pra fazer, ontem já bebi minha cota de vinho com a mulherada da Sanma, teve um jantarzinho básico, risoto de erva-doce e limão da nossa culinarista Inês. Estava ótimo, mas fui dormir tarde e acordei meio zonza. Foram os vapores do vinho, gente chegada em cerveja é assim mesmo.

Espero que meu humor melhore logo, gostaria de ser uma cobra e sair da casca. Já estou me olhando pro espelho com vontade de fazer alisamento no cabelo, com esse tempo ele armou igual ao da Elba Ramalho, caramba. Está “fuiuiú” como diria minha pequena Penélope. Toda vez que falo com ela no MSN e ligo a webcam ela diz que estou descabelada. Paciência. Até a próxima, meninos, desculpem a ranhetice.

enviada por Penélope






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